Monday, December 11, 2006

III Festival de Teatro Amador em Alpedrinha


III Festival de Teatro Amador

Isto é que vai uma crise - de Paulo Vasco e Mário Rainha pelo Grupo Dramático e Escolar os Combatentes em Alpedrinha.

Wednesday, November 29, 2006

VIII Encontro de Poetas

VIII Encontro de Poetas

VIII Encontro de Poetas

VIII Encontro de Poetas

VIII Encontro de Poetas

Monday, November 27, 2006

VIII Encontro de Poetas

VIII Encontro de Poetas

VIII Encontro de Poetas

Friday, November 24, 2006

O Carácter é Inalterável

O apito do pastor #3

O apito do pastor #2

O apito do pastor

Sunday, November 19, 2006

Ar Serrano


Lançamento público do livro de poesia do meu Amigo Poeta Luís Maçarico “Ar Serrano” em Alpedrinha.

Realizou-se no dia 18 de Novembro numa iniciativa conjunta da Liga dos Amigos de Alpedrinha e da Junta de freguesia de Alpedrinha, o VIII Encontro de Poetas de Alpedrinha, que decorreu no Salão Paroquial.

Tuesday, October 10, 2006

Eternidade


Miguel Torga(Portugal, 1907-1995)
Eternidade
Coimbra, 4 de Outubro de 1945.
A vida passa lá fora,Ou na pressa de uma roda,Ou na altura de uma asa,Ou na paz de uma cantiga;E vem guardar-se num versoQue eu talvez amanhã diga.
In “Diário III”

Entre os teus lábios


Entre os teus lábios
Entre os teus lábiosé que a loucura acode,desce à garganta,invade a água.
No teu peitoé que o pólen do fogose junta à nascente,alastra na sombra.
Nos teus flancosé que a fonte começaa ser rio de abelhas,rumor de tigre.
Da cintura aos joelhosé que a areia queima,o sol é secreto,cego o silêncio.
Deita-te comigo.Ilumina meus vidros.Entre lábios e lábiostoda a música é minha.
de «Poesia e Prosa», O Jornal/Limiar, Lisboa, 1990
Eugénio de Andrade

Tuesday, October 03, 2006

Vindima


Vindima

Mosto, descantes e um rumor de passosNa terra recalcada dos vinhedos.Um fermentar de forças e cansaçosEm altas confidências e segredos.

Laivos de sangue nos poentes baços.Doçura quente em corações azedos.E, sobretudo, pés, olhos e braçosAlegres como peças de brinquedos.

Fim de parto ou de vida, ninguém sabeA medida precisa que lhe cabeNo tempo, na alegria e na tristeza.

Rasgam-se os véus do sonho e da desgraça.Ergue-se em cheio a taçaÀ própria confusão da natureza.

In “O outro livro de Job”

Miguel Torga
(Portugal, 1907-1995)

Donde vêm?


Donde vêm?


Donde vêm? De que rosto, de que estrela?

Apenas uma arde no vento. As outras, fico a ouvi-las escorrer da pedra.

Apenas uma em silêncio brilha. As outras mordem um coração de homem.

Só prometido à terra.

Eugénio de Andrade